Egon Pacheco atua na
cidade onde nasceu, Santarém. A série de xilogravuras estampadas em tecidos são
impressões recolhidas de estacas fincadas nas calçadas da sua cidade natal,
registro de sulcos gravados da matéria mortificada pelo tempo. Fica evidente o
seu engajamento em questões socioambientais quando promove nos depósitos de
madeira do IBAMA uma série de intervenções com enormes xilogravuras impressas
em tecido a partir de topos das toras apreendidas. As gravuras ásperas de Egon Pacheco são
escritas duras de um manifesto, gesto isolado e impotente diante das mudanças
de seu tempo.
O blog apresenta aspectos pouco conhecidos da produção artística contemporânea paraense através do rico campo de pesquisa experimental na qual insere-se, hoje, a gravura praticada na região. O leitor averiguará que dados próprios de natureza geográfica e antropológica reveste esta modalidade técnica de uma visualidade distante de estereótipos ou aproximações, realidade que impõe aos artistas condições peculiares de produção e circulação.
Movimento da gravura no Pará



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